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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Mico? Senadores anunciam liberação de verba já anunciada por Ministério

Os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB) anunciaram ontem (13) à tarde que conseguiram liberar, em Brasília, R$ 13 milhões do Ministério da Integração para o Governo da Paraíba construir adutoras no Vale do Piancó. Itaporanga, Pedra Branca e Nova Olinda seriam os municípios beneficiados. Os parlamentares foram recebidos em audiência pelo ministro Helder Barbalho nessa quarta-feira. Pode ser coincidência, mas…

Diante dessa notícia, o leitor mais atento e mais informado pode perguntar: “Oxente, e a liberação dessa verba não já tinha sido anunciada na terça-feira (12) pelo próprio Ministério? Fizeram os nossos senadores pagarem mico, foi?”. De fato, um anúncio de repasse de R$ 13 milhões para o Governo do Estado construir adutoras de engate em áreas secas, com recursos oriundos da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), foi feito pelo mesmo Ministério 24 horas antes de o ministro receber Cássio e Maranhão. Clique aqui para conferir.

A propósito, a Sedec orienta que “para ter acesso aos recursos de reconstrução de áreas públicas danificadas por desastres naturais, o ente (Estado ou município) precisa obter o reconhecimento federal de situação de emergência e apresentar um plano de trabalho e um relatório-diagnóstico no prazo de até 90 dias após a ocorrência (seca, inundação, desmoronamento etc.)”. Ou seja, esses R$ 13 milhões estavam ‘na bica’ para pingar na conta do Estado desde o início do ano, provavelmente. Seriam liberados de qualquer forma ou sorte, enfim. Com, sem ou apesar do empenho dos nossos senadores.

De qualquer modo, o possível mico não tira o mérito do esforço e da união de Cássio e Maranhão em favor de grana e programas para ajudar os conterrâneos mais castigados pela seca. Mas é inevitável não pensar que na audiência com Barbalho eles podem ter sido envolvidos numa encenação. Para mostrar que o governo Temer está prestigiando seus apoiadores no Congresso ou para esses apoiadores demonstrarem que têm prestígio no governo Temer.

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