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terça-feira, 30 de maio de 2017

Pai e filha são presos durante 3ª fase da Operação Gabarito na Paraíba

Duas pessoas foram presas nesta terça-feira (30) durante a terceira fase da Operação Gabarito, deflagrada durante a madrugada. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nas residências de investigados. Durante a operação foram apreendidos documentos relacionados a concursos públicos, atestados médicos, laudos periciais em branco da Prefeitura de Santa Rita e documentos relacionados a licitações públicas do estado de Alagoas. Os presos são pai e filha.

No cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram presos parentes de investigados na Gabarito. Foram presos Walter Leal da Silva, aposentado de 72 anos, por posse irregular de arma de fogo; e a filha, Yanara Pessoa Leal, estudante de Direito de 39 anos, que se apresentou como advogada e foi autuada pelo crime de falsidade ideológica. Com estes suspeitos, foram apreendidas armas brancas e um revólver com 10 munições.

A operação foi realizada nos bairros de Portal do Sol, Seixas, Miramar, Valentina, Mangabeira e Centro, em João Pessoa; e na cidade de Cabedelo. Vinte policiais participaram da ação.

Segundo a Polícia Civil, a 3ª fase da Operação Gabarito tem como objetivo principal a análise do material apreendido e a identificação de membros da organização criminosa que ainda estejam em liberdade. Durante esta fase foram encontrados documentos como planilhas de valores de cargos públicos, o planejamento para o ano de 2017 (concursos futuros que seriam fraudados) e planilhas com o nome de diversos candidatos e membros do grupo.

Até o momento, a Polícia Civil já identificou mais de 100 pessoas envolvidas diretamente nas fraudes em concursos públicos em diversos estados do Brasil e encontrou provas que indicam que mais de 1000 candidatos foram beneficiados pelo esquema.

Operação Gabarito

Mais de 70 pessoas são apontadas como suspeitas de participação no esquema de fraudes em concursos públicos desarticulado pela Operação Gabarito. De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha teria fraudado mais de 70 certames, beneficiado cerca de 700 pessoas e movimentando cerca de R$ 21 milhões. Os três principais líderes do grupo já estão presos.

A ação foi desencadeada no dia 7 de maio, quando 19 pessoas foram presas, em João Pessoa e no Rio Grande do Norte. Na sexta-feira (12), outros seis suspeitos de participação no esquem foram detidos pela Polícia Civil, totalizando 25 presos. Candidatos que obtiveram as mesmas notas de suspeitos de fraude também vão ser investigados pela operação.

Segundo o delegado Lucas Sá, a investigação começou há quatro meses, a partir de denúncias anônimas. “A denúncia era de que tinham pessoas que passaram por meio de fraudes”, completou.

Entre os concursos que têm suspeita de fraude estão o da Polícia Rodoviária Federal, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, do Ministério Público da Paraíba, de uma série de prefeituras e até o Exame Nacional do Ensino Médio. Os gabaritos eram preenchidos inteiramente de forma fraudulenta, segundo a polícia.

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