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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Transposição deve ficar 6 meses sem bombear água, alerta vereador de CG

Na última semana o governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, anunciou o fim do racionamento em Campina Grande e mais 18 cidades. A decisão pegou a população de surpresa, que em sua maioria opta pela continuidade da contenção, e para alguns políticos a medida do Estado foi altamente política.

Comungando com a mesma crítica, o vereador de Campina Grande, Alexandre do Sindicato, que estava em Brasília com uma comitiva de parlamentares no momento do anúncio, disse que foi solicitada uma audiência pública com o presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), em que foi revelado que a transposição poderá passar por um período de quatro a seis meses sem bombear água para a Paraíba, devido a um conserto dos paredões das barragens de Poções, em Monteiro, e Camalaú, na cidade de mesmo nome.

De acordo com Alexandre, se isto ocorrer e o racionamento realmente for finalizado, a situação da população ficará pior, pois o açude Epitácio Pessoa não receberá recarga, a não ser das chuvas, e terá apenas perdas com a evaporação e o consumo.

A intervenção será feita pelo Dnocs e ANA.

Ainda segundo o vereador, a interrupção da transposição terá que ser feita ainda no ano em curso, pois a ANA teme que, caso ocorra grande quantidade de chuvas no início do próximo ano, as barragens possam se romper.

– A determinação da ANA diz que a água deverá ser suspensa por quatro meses, mas se houver algum percalço poderá ser em até seis, para conserto dos paredões das barragens que tiveram que ser rebaixados para o fluxo da água do São Francisco chegar mais rápido a Boqueirão. A altura dos paredões terá que ser refeita, pois se chover muito no início do próximo ano, as barragens podem se romper. A obra deveria ter sido feita pelo governo do Estado em 2015 e no momento em que a água do São Francisco chegou, foi feito apenas um paliativo. O governo do Estado já sabe da determinação da ANA e Dnocs – afirmou.

Alexandre ainda disse que em 2015, o Estado deveria ter feito a obra nas barragens e não o fez, mesmo tendo recursos. Além disso, não realizou limpeza no leito do rio Paraíba, o que dificultou ainda mais a chegada do São Francisco ao Epitácio Pessoa.

No próximo dia 22 de agosto, será realizada na Câmara Municipal de Campina Grande, uma audiência pública com representantes da ANA, técnicos da UFCG, MPPB, Cagepa, Aesa, entre outros, para discutir a real viabilidade do fim do racionamento com este novo agravante.

Alexandre do Sindicato diz esperar pela sensibilidade do governo estadual. Segundo ele, caso isto não ocorra, serão tomadas medidas judiciais, respaldado no anseio popular e na documentação da ANA.

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