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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Ribeirinhos do Rio Paraíba clamam pela liberação das águas do Velho Chico

É necessário usar um trecho da música do paraibano, Aracilio Araújo, que virou o hino da transposição:”Deixe o Rio Desaguar Doutor”, para relatar à situação vivenciada pelos ribeirinhos do Rio Paraíba, na região do Cariri.

Com a paralisação no bombeamento das águas da Transposição do Rio São Francisco, pequenos agricultores que residem e produzem às margens do Rio Paraíba, estão passando por dificuldades sem poder plantar e matar a sede dos poucos animais restantes, depois de um longo período de estiagem.

Antes da paralisação, os ribeirinhos estavam liberados para plantar meio hectare de terra, para cultura de subsistência, através de um acordo feito com a Aesa e DNOCS.”Foi um sonho que passou rápido”, expressou o agricultor, Antônio Sousa, do Município de Caraúbas.

Os pequenos produtores que esperaram anos pelas as águas do Velho Chico não sabem aquém recorrer e só clamam a Deus para mandar chuva para região que sofre com a estiagem.”Só Deus para nos ajudar nesse momento difícil. Com o rio correndo nós estamos no céu, porque dava para tirar o sustento da casa e tinha água para matar a sede dos animais. Só nos resta apelar para as autoridades olhar para gente do Cariri”, relatou Maria da Conceição da cidade de Sumé.

O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas, João Fernandes, esteve em Brasília lutando pelo aumento da vazão de bombeamento, junto Ministério da Integração Nacional, que é principal responsável pela distribuição das águas. Segundo João Fernandes, água que está sendo liberada é muito pouco e sequer passou de Monteiro.

O jornalista, Clison Júnior esteve visitando o Cariri recentemente e fez uma fotografia aérea do Rio Paraíba na cidade de São Domingos do Cariri, sem água.

“Enquanto a chuva não vem, se vive do nada que tem, olhando para o céu o pro chão”, trecho de uma canção interpretada por Flávio José.

Blog do Bruno Lira

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