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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Empresa de água interditada em Monteiro diz que informações do MP não são verdadeiras

Sete fábricas de água mineral foram interditadas por irregularidades e contaminações e quatro pessoas foram presas em flagrante nesta terça-feira (6), durante a ‘Operação Poseidon’, realizada na Paraíba, sob coordenação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Secretaria da Receita Estadual (SER-PB) e Secretaria de Segurança e Defesa Social.
A ação pioneira no país. Foram presos alguns proprietários das empresas e responsáveis técnicos, que, alguns deles passarão por audiência de custódia, e outros foram liberados após serem conduzidos à Delegacia. Eles vão responder por crime de adulteração de produto.
Nas empresas inspecionadas, foram identificadas irregularidades nos equipamentos, ausência de adição de sais e problemas de higiene. Em alguns locais, foram encontrados sapos e pererecas contaminando a água.
Sete das onze fábricas inspecionadas nesta terça-feira (6) pela Anvisa. Foram elas a ‘Cristal de Areia’ (também localizada em Areia); a ‘Fonte da Vida’ (em Monteiro); a ‘Cristal Leve’ (em Riacho dos Cavalos); a ‘Pureza’ (em Conceição); a ‘Igapo’ (em Sousa); a ‘Agrovida’ (em Lagoa Seca) e a ‘Vale Cristal’ (em Cajazeiras). Mais duas empresas foram inspecionadas durante a operação: a ‘Santa Vitória’ (em Alagoa Nova) e a ‘Terra Santa’ (em Jericó), onde não foram detectadas irregularidades. Já as fábricas ‘Nova Fonte’ (em Manaíra) e ‘Purifique’ (em Pombal) foram notificadas e receberam recomendações dos órgãos.
Das sete fábricas fechadas pela Vigilância Sanitária, cinco forneciam água a hospitais e órgãos públicos: a ‘Cristal de Areia’, a ‘Cristal Leve’, a ‘Pureza’ e a ‘Igapo’.
A empresa de água mineral Fonte da Vida, na cidade de Monteiro, emitiu uma nota esclarecendo os motivos que resultaram em sua interdição durante a Operação Poseidon, e disse que as informações repassadas pelo Ministério Público após a operação não são verdadeiras.
Confira a nota:
Gilvani Batista de Melo, empresário da Fonte da Vida, por meio deste ato vem a público esclarecer que no dia de hoje sua empresa foi alvo da “Operação Poseidon”, onde não fora constatada nenhuma irregularidade quanto o uso dos equipamentos e higienização (não tendo sido em sua empresa encontrado nenhum animal que contaminasse a água).
Sendo inverídica a afirmativa de que o proprietário seja fornecedor de água para hospitais.
Insta frisar que o empresário foi conduzido até a Delegacia de Polícia e logo em seguida liberado, vez que o único motivo para a interdição fora porque algumas documentações não se encontravam em poder do mesmo, situação que está sendo devidamente providenciada e dentro de alguns dias a Fonte da Vida voltará a funcionar com o mesmo controle de qualidade fornecido para os consumidores.

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