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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Paraíba lidera produção de leite de cabra e Governo qualifica rebanho caprino leiteiro

O Governo do Estado disponibiliza um programa de qualificação do arranjo produtivo da caprinocultura leiteira no Semiárido paraibano, com a implantação de nove núcleos demonstrativos de tecnologias de alimentação sustentável dos rebanhos. A meta é consolidar a atividade, responsável pelo aumento de renda entre as famílias residentes no meio rural e, gradativamente, aquecer a economia nos municípios.

A ação também visa fazer com que a Paraíba continue sendo o maior produtor de leite de cabra do País, que no momento tem uma média de 14 mil litros diários, mas já chegou a produzir até 18 mil litros diariamente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano de 2017, por exemplo, 72% do total de leite de cabra produzido na Paraíba foram comercializados, gerando um faturamento de R$ 7,6 milhões. Atualmente, o rebanho caprino do estado chega a 20 mil cabeças, ainda de acordo com o IBGE.

A proposta é avançar ainda mais com uma ação continuada nessa cadeia produtiva, consolidando a continuidade das ações como inseminação, transferência de tecnologias, produção de blocos nutricionais e outras que deverão surgir.

O programa vem sendo executado pela equipe de pesquisadores da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer/vinculada à Sedap), na ação que começou a ser executada pela antiga Emepa, há três anos, em nove municípios com núcleos de associações integradas por cinco mil produtores, onde também foram implantados centros demonstrativos de alimentação sustentável para estes animais.

O governo, por meio da Empaer, disponibilizou 48 reprodutores e 1.200 doses de sêmen resfriados de caprinos das melhores raças. O material já foi utilizado em quatro mil cabras, até o momento. São mais de dois mil animais melhorados através da inseminação e reprodutores emprestados, filhos dessas matrizes caprinas.

A ação ainda prevê a realização de 36 cursos de capacitação destinados aos produtores de caprinos leiteiros da base familiar. Também visa implantar um centro comunitário de recria de caprinos de linhagens leiteiras. Na programação, consta a realização de nove caravanas itinerantes tecnológicas pelos municípios integrantes do projeto.

O coordenador do projeto, o pesquisador Wandrick Hauss de Sousa, explicou que o as ações têm uma grande abrangência, indo desde a instalação de núcleos de melhoramento genético, a realização de treinamentos e de transferência de tecnologia genética para os criadores. “Estamos concluindo agora estas ações que foram previstas, que fazem parte de melhoramento genético que foi iniciado há três anos, com a última etapa de inseminação artificial”, comentou.

O programa dá continuidade a uma ação de melhoramento genético gratuito, com condições para que os produtores tenham acesso para melhorar seu rebanho, já que pelo seu poder aquisitivo têm dificuldade de adquirir material genético de boa qualidade. Tudo é realizado seguindo um trabalho rigoroso de acompanhamento, desde a seleção dos animais e sua execução. “Este projeto veio disponibilizar o que a Empaer tem de melhor porque, através da inseminação coletada na Estação de Pendência, sendo levado, em forma resfriada, para as propriedades destes associados”, comentou.

Wandrick Hauss lembrou que este projeto não tem custos para o criador, porque se trata de uma ação que conta com recursos da Sudene, recebendo contrapartida do Governo do Estado. É um projeto que estamos concluindo agora, que envolve todas essas ações, recursos em torno de R$ 300 mil.

O presidente da Empaer Nivaldo Magalhães, que também é presidente da Asbraer, destacou que um programa como este permite avanços consideráveis do programa de caprinocultura, fazendo com que a Paraíba continue avançando como o Estado que mais produz leite de cabra e que tem um dos melhores rebanhos e tecnologia genética caprina do País. Além disso, a comercialização do leite permite aquecer a economia dos municípios. Os trabalhos são acompanhados pelo diretor de pesquisa da Empaer, Manuel Duré.

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